terça-feira, 4 de abril de 2017

Linha do Tempo ILPF - Integração Lavoura Pecuária Floresta


fonte: http://revistagloborural.globo.com/Integracao/noticia/2016/04/infografico-evolucao-da-ilpf.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post

quinta-feira, 2 de março de 2017

Programa beneficia produtores de queijo minas artesanal em MG

Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba são regiões beneficiadas.
Entre ações está a capacitação em práticas de agropecuária e fabricação.




Um convênio de R$ 828 mil entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o Programa de Melhoramento da Qualidade do Queijo Minas Artesanal deve beneficiar 600 produtores dos 75 municípios inseridos nas setes regiões produtoras caracterizadas de Minas Gerais, entre elas, a região do Triângulo Mineiro e também cidades como Araxá e Serra do Salitre, no Alto Paranaíba.

A confirmação é da coordenadora estadual do Programa Queijo Minas Artesanal da Emater-MG,  Maria Edinice Rodrigues, que participou de um encontro que reuniu diretoria técnica, extensionistas, coordenadores regionais e gerentes, representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Mapa e Secretaria de Estado de Agricultura e o presidente da Emater-MG.  Foram discutidas as metas do convênio e o planejamento das ações.

Segundo Maria Edinice, entre as metas está a capacitação de 80 extensionistas e de produtores em boas práticas de agropecuária e boas práticas de fabricação – dependendo do resultado do levantamento que será feito pelos técnicos das reais necessidades dos produtores e respectivas regiões. A iniciativa ainda prevê a realização de dias de campo em propriedades com queijarias, a impressão de material técnico, e a  compra e distribuição de insumos para serem doados aos produtores contemplados no programa. Também estão previstas reuniões locais para o lançamento do programa.

“A reunião em Belo Horizonte aconteceu com todas as equipes regionais que trabalham com o Queijo Minas Artesanal no Estado. Tivemos um nivelamento interno de como executarmos o convênio e planejarmos as ações no campo. Reunimos também com os parceiros e a diretoria técnica da Emater-MG”, explicou a coordenadora estadual.
Características 

De acordo com a Emater-MG, é considerado Queijo Minas Artesanal aquele que é originado das sete regiões produtoras do Estado, tendo características de produção artesanal e que utiliza mão de obra familiar. Não é permitida a produção em alta escala e precisa ser fabricado com leite cru e pingo (um tipo de coalho). Outra exigência é que ele precisa ser maturado entre 17 a 22 dias, dependendo da região. A casca tem de ser lisa e amarela.

Por reunir tradição e cultura, desde que começou a ser fabricado no século XVIII e possuir essas características peculiares, o Queijo Minas Artesanal teve o seu modo de fabricação registrado como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Segundo Maria Edinice, o Estado trabalha com um número de 9 mil famílias que produzem um total de 220 mil toneladas do Queijo Minas Artesanal por ano. O Programa Queijo Minas Artesanal foi desenvolvido pelo Governo de Minas Gerais para aprimorar a qualidade do produto.

A Emater-MG orienta os produtores em boas práticas de fabricação, para garantir a segurança alimentar e facilitar o cadastramento das queijarias junto ao  IMA, órgão responsável pela inspeção sanitária. Entre os objetivos do programa estão a segurança alimentar, por meio do controle sanitário no processo de produção, o incentivo e fortalecimento à organização dos produtores e a legalização das queijarias.

Fonte: Portal G1

http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2017/02/programa-beneficia-produtores-de-queijo-minas-artesanal-em-mg.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Modelo Lógico da Transferência de Tecnologia no Contexto da Avaliação de Programas



O Modelo Lógico da Transferência de Tecnologia no Contexto da Avaliação de Programas apresenta procedimento metodológico para promover a adoção de tecnologias pelo setor agropecuário. Esse modelo lógico visa orientar o planejamento, a implementação e a avaliação da Transferência de Tecnologia - TT por meio de diversos processos executados de forma sequencial. Trata-se de um modelo inovador que se utiliza de equipes multidisciplinares, formadas por especialistas das áreas agrárias e humanas, os quais se articulam para trabalhar de forma integrada e organizada, desde a fase da geração até as etapas de disponibilização e avaliação do uso das tecnologias.
O livro foi lançado como e-book no formato pdf pela Embrapa Cerrados e contou com a participação de técnicos do Departamento de Gestão de Pessoas – DGP da Embrapa, Embrapa Café e Universidade de Brasília – UnB. A publicação oferece subsídios para instituições de pesquisa, ensino e extensão que promovem a TT, como as universidades, Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária – Oepas e empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER. Clique aqui para acessar a publicação completa.
O modelo lógico na transferência de tecnologia engloba os processos da aprendizagem (aquisição de conhecimento e motivação para o uso das tecnologias geradas), adoção (uso da tecnologia) e impactos ou consequências do uso da tecnologia (econômicos, sociais e ambientais). A abordagem comportamental também é destacada na metodologia, pois permite o enriquecimento dos processos de TT, especialmente o de adoção, já que o uso de uma tecnologia é um comportamento humano.
A expectativa dos autores é que a metodologia se torne uma ferramenta de aplicação na área de TT, tornando as atividades mais precisas e eficientes. Na opinião do pesquisador da Embrapa Cerrados Francisco Rocha, um dos autores, para que o setor de TT tenha uma atuação mais estratégica, é necessário que se desenvolvam mais estudos como o proposto nessa publicação. Os demais autores do livro são Bartholomeu Tôrres Tróccoli, professor associado da Universidade de Brasília - UnB, Magali dos Santos Machado, analista do DGP da Embrapa, e Jamilsen de Freitas Santos, analista da Embrapa Café.
O diferencial desse modelo em relação aos procedimentos usuais, como ressalta o pesquisador, é servir de referência para uma nova forma de promover a transferência de tecnologia e avaliar os resultados de empresas de pesquisa no setor agropecuário. Além disso, a aplicação do modelo fornece feedback, por meio de avaliações, a pesquisadores e tomadores de decisão, como os gestores de centros de pesquisa e formuladores de políticas públicas.
"O modelo apresentado abre novas perspectivas de aplicação técnico-científica para a área de TT, em especial, por apontar caminhos que servem de base para estudos de monitoramento de toda a cadeia do processo de inovação tecnológica, desde a geração da tecnologia até seus impactos na sociedade", afirma. Com a utilização dos conhecimentos disponibilizados no livro, complementa Rocha, espera-se que ocorra uma mudança de paradigma, isto é, que o setor tenha importância estratégica e operacional.
Nessa abordagem, o modelo lógico foi utilizado no planejamento de atividades e seus respectivos efeitos no setor produtivo (resultados em curto, em médio e em longo prazo), a saber: projeto de educação sanitária para agricultores e consumidores do Distrito Federal, executado pela Embrapa Cerrados em parceria com a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural- SEAGRI/DF; avaliação de resultados das vitrines apresentadas na AgroBrasília pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal – Emater-DF e Embrapa Cerrados; projeto de condomínios de reprodução de bovinos leiteiros, em parceria da Embrapa Cerrados com a Emater-DF; e projeto de transferência de tecnologias para cafeicultores familiares da região norte de Minas Gerais, a ser executado pela Embrapa Cerrados em parceria com Embrapa Café e outras instituições. Assim, a metodologia apresentada pode ser aplicada em diferentes contextos para promover a TT em qualquer cultura agropecuária, inclusive no café.

E-book
O livro "Modelo Lógico da Transferência de Tecnologia no Contexto da Avaliação de Programas" está organizado em duas partes. A primeira, composta por quatro capítulos, apresenta os aspectos teóricos e orientadores do uso do modelo lógico na transferência de tecnologia. A segunda parte, também com quatro capítulos, é voltada à operacionalização do modelo e busca ajudar o leitor a compreender e aplicar a metodologia. Por fim, o anexo contém um conjunto de métodos e técnicas de transferência de tecnologias agrícolas relacionados à extensão rural.
O e-book completo pode ser obtido gratuitamente na página da Embrapa Cerrados e também no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café pelos links: